domingo, 24 de junho de 2012

Madressilvas em Pucon, meu primeiro livro, me fez transpassar diversas fronteiras. O encontro com a literatura, para alguém que havia elegido o cinema como paixão abriu minha sensibilidade para uma nova tessitura feita de palavras. Isso foi uma surpresa que se tornou um vício. Tantos anos a investigar os elementos que estruturam a imagem, o movimento, e subitamente quase como ao acaso, me debruço e me sinto voltada para os parágrafos e seus encadeamentos. Ainda não há intimidade, mas há desejo. E um prazer inquietante pautado na descoberta de uma sonoridade desconhecida. Abandono por instantes a antiga paixão. Minha cobiça pelo fazer solitário acoberta meu fascínio pela produção e indústria da imagem projetada na tela. Tão simples escrever. Tão complexo escrever. As bordas escondem o mistério das essências. Meus dedos dedilham letras na esperança do novo texto que virá. De uma nova história que já existe.

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